quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014
dor do meio termo
Esses dez últimos dias estão me deixando um tanto chorosa. Quero voltar, sei disso. Mas não quero dizer adeus. As experiências aqui superaram as expectativas. Eu me superei. Vi que o mundo é maior do que eu pensava e eu só estou na pontinha dele. Tenho muito pela frente. E quero muito deixar a vida me mostrar o caminho daqui pra frente.
Ainda tenho alguns dias. Mas sei que cada amanhecer é um a menos. E isso dói.
sábado, 15 de fevereiro de 2014
malas e bagunça
quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014
bom pra dormir? no way
(as nuvens cinzentas, tão típicas)
E a cidade funciona exatamente assim. Ninguém se importa se está chovendo ou não. Aliás, para eles, é como nada estivesse acontecendo. Botas impermeáveis no pé, capuz, casaco e pé na rua. Em downtown, é uma festa de umbrellas, todas tão diferentes e, ao mesmo tempo, tão iguais em propósito.
E assim minha semana segue, com previsão de chuva para todos os dias, até segunda que vem. Ela, entretanto, só está aparecendo a noite. Hoje, enquanto chegava para mais um dia de aula, lá estava o sol, dando um oizinho para mim.
dani's list
sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014
Os porquês que explicam muito
(meu endereço canadense. Cadê os portões?)
Vancouver não é só downtown, ponto turístico e balada. Para mim, a experiência aqui está baseada nas relações humanas, na troca de cultura, no aprender de novo. Perguntar alguma coisa séria ou contar uma história mais elaborada em outro idioma, muitas vezes, se torna um desafio, e eu gosto disso. Poderia ter escolhido qualquer lugar do mundo, mas cheguei aqui. E, de certa forma, essa cidade vai ser pra sempre minha casa.
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
free newspaper
(Metro de hoje - 5/2/2013)
A viagem da minha casa até a escola é longe, por isso, peguei a mania de ler o Metro todas as manhãs. Tem sempre um dia da semana (ou vários dias!) que a capa está completamente tomada por publicidades, mas isso não importa. As matérias são sempre tão leves comparadas as brasileiras, que, muitas vezes, sinto-me lendo entretenimento.
Hoje, por exemplo, um rapaz estava preocupado com seus cachorros, pois os levou para passear e, no parque, um sujeito suspeito lançou uma bolinha para eles. Depois disso, os cães passaram mal e tiveram que ser levados para a emergência de Vancouver. Será que existe um boicotador de cães na área? A resposta ainda não sei. Só sei que vou ficar com saudade dessa leveza toda no jornalismo canadense.
terça-feira, 4 de fevereiro de 2014
eu menti
(earmuffs - abençoado seja!)
O que importa mesmo é que o calor momentâneo já se foi. Nada de usar meia-calça ou blusinha de alça para sair. Essa semana é a hora de vestir os casacos de novo. Sem ao menos me preparar, voltei para a vida de lã, legging, jeans - segunda pele, manga longa, malha, casação - cachecol e touca. Exatamente nessa ordem. Porque, afinal, se pular um dos itens acima, já era. É freezing na certa!
domingo, 2 de fevereiro de 2014
tudo junto, ao mesmo tempo
(Final de semana em Victoria - Capital da British Columbia)
sexta-feira, 31 de janeiro de 2014
sunset
(ei, sol! English Bay, Vancouver - 29-01-14)
Estou aproveitando esse mês para fazer coisas que sempre quis fazer mais acabei deixando "para depois". Ver o pôr-do-sol na praia era uma delas. E o motivo não tinha sido a chuva, afinal, por mais que essa época do ano tenha fama de cinzenta, peguei dias lindos por aqui.
Depois de adiar muito, hoje foi o dia de riscar essa tarefa da schedule. O sol se pôs cedo. No inverno, cinco horas já é noite aqui em Vancouver. Mas isso não impede de várias pessoas irem para a praia e ficarem esperando a luz amarela ir embora.
Olhando para aquele mar, pensei quão sortuda sou de estar aqui, de viver tudo isso. Afinal, por mais forte que Vancouver tenha me deixado, ela ainda me ensina como é bom se encantar pelas coisas mais simples dessa vida, como ver o sol se por.
Estou aproveitando esse mês para fazer coisas que sempre quis fazer mais acabei deixando "para depois". Ver o pôr-do-sol na praia era uma delas. E o motivo não tinha sido a chuva, afinal, por mais que essa época do ano tenha fama de cinzenta, peguei dias lindos por aqui.
Depois de adiar muito, hoje foi o dia de riscar essa tarefa da schedule. O sol se pôs cedo. No inverno, cinco horas já é noite aqui em Vancouver. Mas isso não impede de várias pessoas irem para a praia e ficarem esperando a luz amarela ir embora.
Olhando para aquele mar, pensei quão sortuda sou de estar aqui, de viver tudo isso. Afinal, por mais forte que Vancouver tenha me deixado, ela ainda me ensina como é bom se encantar pelas coisas mais simples dessa vida, como ver o sol se por.
quinta-feira, 30 de janeiro de 2014
aprendendo a dizer adeus
Difícil colocar em palavras tudo o que um intercâmbio ensina. Aqui você aprende a ser mais forte, mais maduro, mais adulto. No meio de um universo tão louco e desconhecido, aprende também que deve confiar em você e nada mais. Entretanto, ninguém consegue ser uma ilha. Aqui as relações e os laços se fazem na velocidade da luz e, de repente, pessoas que você jamais imaginaria fazem parte do seu almoço de segunda-feira. O díficil mesmo é cortar essas amarras que prendemos tão facilmente. Dizer adeus dói. Dizer adeus e saber que seu amigo vai embora para o outro lado do planeta, dói mais ainda. Não existe nada mais cruel que a sala de embarque do aeroporto. Ali, os abraços e as promessas, sempre tão corriqueiros, parecem vagos demais diante da vida nova que está para surgir. O que conforta é que ninguém pode dizer o que é e o que não é para sempre. Afinal, o mundo nem é tão grande assim...
terça-feira, 28 de janeiro de 2014
frio que não assusta mais
(frio ao extreme no dia em que nevou em Van)
segunda-feira, 27 de janeiro de 2014
despretensão
(Whistler - na última visita, em dezembro)
Agora, faltando um mês para voltar onde tudo começou, quero escrever e contar cada minutinho dos últimos dias em Vancouver, cidade que me acolheu e me ensinou que sou muito mais forte e muito mais mulher que pensei que era. O desafio está lançado. Um (ou vários) posts por dia. O coração tá cheio, então, por que não preencher o branco por aqui?
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