sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

sunset

                                                   (ei, sol! English Bay, Vancouver - 29-01-14)

Estou aproveitando esse mês para fazer coisas que sempre quis fazer mais acabei deixando "para depois". Ver o pôr-do-sol na praia era uma delas. E o motivo não tinha sido a chuva, afinal, por mais que essa época do ano tenha fama de cinzenta, peguei dias lindos por aqui.

Depois de adiar muito, hoje foi o dia de riscar essa tarefa da schedule. O sol se pôs cedo. No inverno, cinco horas já é noite aqui em Vancouver. Mas isso não impede de várias pessoas irem para a praia e ficarem esperando a luz amarela ir embora.

Olhando para aquele mar, pensei quão sortuda sou de estar aqui, de viver tudo isso. Afinal, por mais forte que Vancouver tenha me deixado, ela ainda me ensina como é bom se encantar pelas coisas mais simples dessa vida, como ver o sol se por.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

aprendendo a dizer adeus


Difícil colocar em palavras tudo o que um intercâmbio ensina. Aqui você aprende a ser mais forte, mais maduro, mais adulto. No meio de um universo tão louco e desconhecido, aprende também que deve confiar em você e nada mais. Entretanto, ninguém consegue ser uma ilha. Aqui as relações e os laços se fazem na velocidade da luz e, de repente, pessoas que você jamais imaginaria fazem parte do seu almoço de segunda-feira. O díficil mesmo é cortar essas amarras que prendemos tão facilmente. Dizer adeus dói. Dizer adeus e saber que seu amigo vai embora para o outro lado do planeta, dói mais ainda. Não existe nada mais cruel que a sala de embarque do aeroporto. Ali, os abraços e as promessas, sempre tão corriqueiros, parecem vagos demais diante da vida nova que está para surgir. O que conforta é que ninguém pode dizer o que é e o que não é para sempre. Afinal, o mundo nem é tão grande assim...

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

frio que não assusta mais

(frio ao extreme no dia em que nevou em Van)
 
Falam que na vida tudo se acostuma, certo? Pois é. Nunca achei que falaria isso, mas o frio de Vancouver não me pega mais de surpresa. Desde de semana passada venho percebendo que consigo enfrentar dois ou três graus só com um casaco, coisa que jamais aconteceria no passado. O que ainda não mudou foi a mania da calça de lã por baixo do jeans. Elas ainda são minhas fiéis companheiras na hora de escolher a roupa de manhã. Primeiro lã, depois o resto.

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

despretensão

(Whistler - na última visita, em dezembro)
 
Ainda lembro todo o drama que foi ao deixar o Brasil. Lembro de cada palavra do aeroporto. Lembro da dor dos primeiros dias longe de casa, da felicidade em fazer amigos, da emoção de conseguir se virar no inglês. Queria registrar tudo isso aqui, mas deixei passar. Pela correria dos dias, pela falta de vontade de destilar sentimentos e acumulá-los num monte de palavras. Deixei.
Agora, faltando um mês para voltar onde tudo começou, quero escrever e contar cada minutinho dos últimos dias em Vancouver, cidade que me acolheu e me ensinou que sou muito mais forte e muito mais mulher que pensei que era. O desafio está lançado. Um (ou vários) posts por dia. O coração tá cheio, então, por que não preencher o branco por aqui?